domingo, 2 de dezembro de 2018

90 Minutos - Palmeiras 3x2 Vitória




Com o decacampeonato brasileiro já garantido, o Palmeiras teve um domingo de festa no Allianz Parque, contra o Vitória, pela 38ª rodada do Campeonato Brasileiro. Porém, dentro das quatro linhas, no jogo da taça, o campeão encontrou dificuldades para se sobressair diante do já rebaixado Rubro-Negro baiano. Depois de abrir 2 a 0 com Dracena e Scarpa, o Verdão sofreu o empate, com Yago e Luan. Mas Bruno Henrique, capitão do time, na reta final, marcou o gol da vitória por 3 a 2, que coroou a campanha alviverde.

Os primeiros 45 minutos se encaminhavam para uma partida de bastante movimentação, ótimas chances de ambos os lados, mas de falta de precisão tanto dos campeões brasileiros quanto dos já rebaixados. Mesmo com mais posse de bola e a iniciativa da partida, o Palmeiras pecava na finalização até que Edu Dracena, aos 44 minutos, abriu o placar de cabeça, após cruzamento de Dudu. O Vitória, por sua vez, pouco criou e viveu de arremates de longa distância. Um, de Yago, quase surpreendeu Weverton.

Depois de um primeiro tempo movimentado, mas de apenas um gol, o segundo ficou marcado pelo número de vezes que as redes balançaram. Logo aos 12 minutos, Gustavo Scarpa ampliou para o Palmeiras. Depois, porém, o Vitória buscou o empate. Primeiro, de pênalti, Yago diminui. Depois, em boa jogada, Luan girou sobre a zaga palmeirense e empatou a partida no Allianz Parque. Na reta final, Bruno Henrique marcou o tento da vitória em chute de fora da área.

O JOGO

Início melhor do Palmeiras, mas de chances dos dois lados

Decacampeão brasileiro e jogando com o Allianz Parque cheio, o Palmeiras tomou a iniciativa da partida deste o apito inicial. Com maior posse de bola, o Verdão controlou as ações ofensivas, apostou nas inversões de jogo e no poderio ofensivo de Dudu e Scarpa, que alternavam os flancos do campo. Assim, logo aos sete minutos, o time de Felipão quase abriu o placar. Em ótima trama pelo lado esquerdo, Dudu cruzou rasteiro para Gustavo Scarpa, mas o camisa 14 isolou.

Acuado no seu campo de defesa, o Vitória dava muito espaço para o Palmeiras, principalmente para as infiltrações de Bruno Henrique. Aos 13 minutos, Scarpa encontrou o capitão e camisa 19, que se atrapalhou com a bola e desperdiçou boa chance. A resposta dos baianos, porém, foi rápida e com Yago, que carregou da intermediária e arriscou rasteiro. A bola passou perto da meta de Weverton, mas saiu pela linha de fundo.

Sem conseguir abrir o placar, o Palmeiras começou a abusar das bolas alçadas na área. Quando a teve no chão, aos 21 minutos, por pouco não abriu o placar com Borja. Após passe de Felipe Melo, Mayke fez grande jogada individual, deixando o atacante colombiano em plenas condições de fazer 1 a 0. O camisa nove, porém, pegou muito embaixo e a bola foi por cima do gol, na melhor chance até então.

Palmeiras domina o jogo e abre o placar com Dracena

Aos poucos, o Palmeiras foi transformando o controle do jogo em domínio, flertando com o primeiro gol. Aos 26 minutos, Dudu arriscou da entrada da área, mas o chute saiu pela linha de fundo. Depois, Felipe Melo completou a cobrança de escanteio para Edu Dracena, que testou nas mãos do arqueiro do Vitória. Dando fim ao bombardeio de chances, Scarpa foi quem tirou demais do goleiro e também do gol.

Se Edu Dracena não foi feliz em sua primeira oportunidade, na segunda saiu para comemorar. Aos 42 minutos, quando o jogo se encaminhava para um primeiro tempo sem gols, Bruno Henrique arriscou de fora da área, mas a bola desviou e ficou com Dudu. Ao levantar para área, o camisa sete encontrou o zagueiro, que testou firme para fazer 1 a 0 e explodir o Allianz Parque.

Segundo tempo de início lá e cá, mas de gol do Palmeiras

Depois de ir para o intervalo em vantagem no placar e na partida, o Palmeiras voltou para a segunda etapa enfrentando um Vitória mais agressivo e em busca do empate. A primeira chance, inclusive, foi do time Rubro-Negro, aos quatro minutos, com Yago, que em chute colocado quase deixou tudo igual. A resposta alviverde foi rápida, com Dudu, que em lance parecido com o do rival também chutou para fora.

Promovido no intervalo no lugar de Borja, Deyverson deu um ótimo cartão de visitas em seu primeiro lance. Pelo lado direito, o atacante aplicou uma lina caneta, caiu dentro da área, pediu pênalti, mas o árbitro mandou seguir. Na sequência, Gustavo Scarpa ampliou para o Palmeiras aos 11. No rebote da cobrança de escanteio, o camisa 14 arriscou de fora da área, João Gabriel contribuiu e a bola entrou no meio do gol.

Palmeiras mantém intensidade, mas sofre o empate

A vantagem por 2 a 0 não diminuiu o ritmo do Palmeiras na partida. Bem postado defensivamente, o time comandado por Felipão não correu enormes riscos e ainda viu seu ataque por pouco não marcar o terceiro aos 15 minutos. Lucas Lima, pelo lado esquerdo, rolou rasteiro para Scarpa, mas o autor do segundo gol não teve a precisão do chute anterior e errou o alvo. Mesmo assim, foi aplaudido pela torcida.

Sem grande destaque ofensivo até então, o Vitória se lançou de vez para o campo de ataque e em poucos minutos conseguiu não apenas diminuir a desvantagem, como empatar a partida. Primeiro, aos 25 minutos, Yago tomou a frente a frente de Antônio Carlos, que dividiu com o atacante. No lance, Heber Roberto Lopes assinalou pênalti. Na cobrança, o mesmo Yago deslocou Weverton. Depois, Luan recebeu na entrada da área e chutou firme para deixar tudo igual.

Capitão, Bruno Henrique marca o gol da vitória

Na reta final, depois de acumular chances perdidas, o Palmeiras ainda conseguiu o tento da vitória. Aos 44 minutos, Bruno Henrique, de fora da área, marcou o gol do triunfo, que coroou o título de campeão brasileiro de 2018. Dessa forma, o Palmeiras fez valer o domingo de comemoração desde antes do apito final, que ainda teve queima de fogos e gritos de “campeão” durante os 90 minutos.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 3 X 2 VITÓRIA

Local: Allianz Parque, São Paulo (SP)
Data: Domingo, dia 2 de dezembro de 2018
Horário: 17h (de Brasília)
Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC)
Assistentes: Henrique Neu Ribeiro (SC) e Eder Alexandre (SC)
Público: 41.256 pessoas
Renda: R$ 1.514.618,30

GOLS:
PALMEIRAS: Edu Dracena, aos 42 minutos do 1ºT; Gustavo Scarpa, aos 11 minutos do 2ºT, Bruno Henrique, aos 44 minutos do 2ºT
VITÓRIA: Yago, aos 25 minutos do 2ºT; Yago, aos 27 minutos do 2ºT

Cartões amarelos: Lucas Ribeiro (Vitória), Deyverson (Palmeiras), Luan (Vitória), Felipe Melo (Palmeiras)

PALMEIRAS: Weverton; Mayke, Antônio Carlos, Edu Dracena e Victor Luis; Felipe Melo, Bruno Henrique, Lucas Lima (Guerra); Gustavo Scarpa (Moisés), Dudu e Borja (Deyverson).
Técnico: Luiz Felipe Scolari

VITÓRIA: João Gabriel; Cedric, Lucas Ribeiro, Bruno Bispo e Fabiano; Willian Farias (Nickson), Léo Gomes, Yago, Luan e Lucas Fernandes (Erick); Léo Ceará (Eron).
Técnico: João Burse



segunda-feira, 26 de novembro de 2018

90 Minutos - Vasco 0x1 Palmeiras - É Campeão!!!




O Palmeiras provou mais uma vez que sabe ser brasileiro na noite deste domingo. No Estádio de São Januário, o time comandado pelo técnico Luiz Felipe Scolari contou com gol do centroavante Deyverson para ganhar do Vasco por 1 a 0 e garantiu o título nacional.

Com 77 pontos, o Palmeiras assegura o primeiro lugar do Campeonato Brasileiro ainda na 37ª rodada, já que, a uma do fim, não pode mais ser alcançado pelo Flamengo (72). O Vasco, no 15º lugar, fica com 42 pontos, dois a mais do que o América-MG, primeiro integrante da zona de rebaixamento.

Em êxtase, a torcida alviverde canta e vibra pelo decacampeonato, uma vez que o Palmeiras conquistou a Taça Brasil (1960 e 1967), o Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1967 e 1969) e Campeonato Brasileiro (1972, 1973, 1993, 1994, 2016 e 2018), todos unificados pela CBF.

Pela 38ª e última rodada do Campeonato Brasileiro, às 17 horas (de Brasília) de domingo, o Palmeiras volta a campo para enfrentar o Vitória, no Allianz Parque. No mesmo horário, o Vasco encerra sua participação contra o Ceará, no Estádio Castelão.

O Jogo – Com as arquibancadas de São Januário lotadas, o Vasco começou o jogo em alta e deu trabalho à defesa palmeirense durante o primeiro tempo. Após cobrança rápida de falta, Andrey arriscou de fora da área e obrigou o goleiro Weverton a ceder o escanteio.

Como de costume, o lateral esquerdo Diogo Barbosa demonstrou vulnerabilidade na marcação, deficiência explorada pelo Vasco. Em um chute cruzado disparado por Pikachu, o goleiro Weverton voltou a fazer uma defesa importante e Felipe Melo afastou o perigo.

O Palmeiras conseguiu manter a posse de bola, mas foi incapaz de criar boas oportunidades na etapa inicial. Na estocada mais incisiva do time visitante, Bruno Henrique dominou pela esquerda e chutou de fora da área, com perigo para o goleiro Fernando Miguel.

Após ouvir instruções de Felipão no vestiário, o Palmeiras voltou melhor para o segundo tempo. Logo no recomeço da partida, o lateral Mayke cruzou da direita e Dudu, livre, tentou completar de primeira, mas pegou errado e mandou a bola para fora.

Na tentativa de aumentar o poder fogo de sua equipe, Felipão trocou Borja por Deyverson e depois tirou Lucas Lima para colocar Gustavo Scarpa, deslocando Dudu para a meia. Aos 27 minutos, o camisa 7 deu belo passe na esquerda para Willian, que cruzou para Deyverson completar com sucesso.

Em vantagem no marcador, Felipão sacou Willian e posicionou Jean na ponta direita. O Vasco, dirigido por Alberto Valentim, procurou reagir e chegou a pressionar o Palmeiras no campo de defesa, mas o time visitante soube como se defender até o apito final para ganhar o Campeonato Brasileiro de maneira antecipada.

FICHA TÉCNICA

VASCO 0 X 1 PALMEIRAS

Local: Estádio São Januário, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 25 de novembro de 2018, domingo
Horário: 17 horas (Brasília)
Árbitro: Rafael Traci (PR)
Assistentes: Ivan Carlos Bohn (PR) e Rafael Trombeta (PR)
Público: 21.066 pagantes
Renda: R$ 596.810,00
Cartões amarelos: Desábato, Castan e Andrey (VAS); Felipe Melo, Bruno Henrique, Gomez, Deyverson e Jean (PAL)
Cartão vermelho: Pikachu (VAS)
Gol:
PALMEIRAS: Deyverson, aos 26 minutos do 2º Tempo

VASCO: Fernando Miguel; Luiz Gustavo, Werley, Leandro Castan e Henrique (Willian Maranhão); Desábato (Raul), Andrey, Yago Pikachu e Thiago Galhardo; Kelvin (Marrony) e Maxi López
Técnico: Alberto Valentim

PALMEIRAS: Weverton; Mayke, Luan, Gustavo Gomez e Diogo Barbosa; Felipe Melo, Bruno Henrique, Lucas Lima (Gustavo Scarpa); Willian (Jean); Dudu e Borja (Deyverson)
Técnico: Luiz Felipe Scolari



quinta-feira, 22 de novembro de 2018

90 Minutos - Palmeiras 4x0 América-MG




O Palmeiras precisa de apenas mais dois pontos para conquistar o Campeonato Brasileiro. Na noite desta quarta-feira, com uma atuação brilhante de Dudu, o time comandado pelo técnico Luiz Felipe Scolari goleou o América-MG por 4 a 0 e deu um passo decisivo rumo ao título.

Com 74 pontos, o Palmeiras mantém a liderança e, a duas rodadas do fim, pode ser alcançado apenas pelo Flamengo (69), já que o Internacional (65) saiu da briga definitivamente. O América-MG, com 37 pontos, fica no 17º lugar, dentro da zona de rebaixamento.

Pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro, às 17 horas (de Brasília) deste domingo, o Palmeiras garante o título antecipado com um triunfo sobre o ameaçado Vasco, em São Januário. O América-MG, por sua vez, pega o Bahia às 19 horas do mesmo dia, no Estádio Independência.

O Jogo – O Palmeiras tomou a iniciativa e levou perigo logo no começo da partida, quando Dudu arrancou pela direita e cruzou, mas Willian não conseguiu completar. O camisa 7 se movimentou bastante e também deu trabalho pela esquerda ao chutar para defesa no susto de João Ricardo.

Empurrado pela torcida, o time mandante teve espaço para jogar no primeiro tempo e não correu grandes riscos na defesa. No único lance em que foi exigido durante a etapa inicial, o goleiro Weverton saiu da área pela esquerda e conseguiu desarmar Ademir.

O Palmeiras desperdiçou uma grande oportunidade de abrir o marcador dois minutos antes do fim do primeiro tempo. Dudu recebeu de Borja pela esquerda, limpou a marcação e devolveu para o colombiano na cara do gol, mas o centroavante conseguiu chutar por cima.

O Palmeiras enfim saiu na frente aos 13 minutos do segundo tempo. Lucas Lima recebeu pela esquerda e cruzou. Na tentativa de afastar, Messias cortou, mas a bola bateu em Luan e terminou no gol. O América-MG reclamou de impedimento, inexistente.

Willian chegou a perder uma boa chance diante de João Ricardo, mas não falhou na segunda oportunidade. Aos 30 minutos do segundo tempo, Dudu pegou a sobra dentro da área após cruzamento de Mayke pela direita e tocou para finalização precisa do camisa 29.

Em êxtase, a torcida passou a saudar o provável título aos gritos de “o Deca vem aí!”. Aos 32 minutos, Bruno Henrique tocou da esquerda para Dudu, que dominou na entrada da área e chutou no alto para ampliar. A festa aumentou quatro minutos depois, quando Mayke cruzou da direita e Deyverson fechou o placar com cabeçada certeira.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 4 X 0 AMÉRICA-MG

Local: Allianz Parque, São Paulo (SP)
Data: Quarta-feira, dia 21 de novembro de 2018
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Paulo Roberto Alves Junior (PR)
Assistentes: Luciano Roggenbaum (PR) e Luiz H Souza Santos Renesto (PR)
Público: 39.429 torcedores
Renda: R$ 2.615.582,46
Cartões amarelos: Ademir, Ricardo Silva, Norberto, Christian, Matheus Ferraz e Leandro Donizete (América-MG)
Gols:
PALMEIRAS: Luan, aos 13, Willian, aos 30, Dudu, aos 32, e Deyverson, aos 36 minutos do 2º tempo

PALMEIRAS: Weverton; Mayke, Luan, Gustavo Gómez e Victor Luis; Thiago Santos (Moisés), Bruno Henrique e Lucas Lima; Willian, Dudu (Felipe Melo) e Miguel Borja (Deyverson)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

AMÉRICA-MG: João Ricardo; Norberto, Messias, Matheus Ferraz e Carlinhos; Christian, Juninho (Gerson Magrão), e Matheusinho (Robinho); Ademir (Leandro Donizete), Luan e Rafael Moura
Técnico: Givanildo Oliveira



domingo, 18 de novembro de 2018

90 Minutos - Palmeiras 3x0 Fluminense




O Palmeiras está um passo mais próximo de garantir o decacampeonato brasileiro. Nesta quarta-feira, o Verdão recebeu o Fluminense no Allianz Parque e nem o gramado prejudicado foi capaz de impedir a vitória palestrina por 3 a 0, com gols de Borja, Felipe Melo e Luan.

Com a vitória, o Alviverde subiu para os 70 pontos, oito a mais que Internacional e Flamengo, segundo e terceiro colocados e que jogam nesta quinta-feira contra contra América-MG e Santos, respectivamente. Já o Flu segue estacionado nos 41 pontos, a quatro da Chapecoense, primeiro time na zona de rebaixamento. A Chape joga amanhã, contra o Botafogo, em casa.

A Wtorre até tentou disfarçar as imperfeições do solo na Arena pintando o gramado de verde, mas o campo trocado após a série de shows musicais no Allianz Parque no último final de semana prejudicou demais o ritmo do duelo. Antes de a bola rolar, Cícero Souza e Fernando Prass caminharam de um gol outro, dando sinais de preocupação com as condições. E com a bola rolando, as duas equipes mostraram dificuldades para dominar passes simples que quicavam à frente de quem iria receber a bola.

O Verdão, preocupado em propor o jogo, foi quem mais sofreu com o quesito. Apesar de chegar a quase 70% de posse de bola em alguns momentos no primeiro tempo, a equipe de Luiz Felipe Scolari mostrou muita dificuldade em criar jogadas de perigo.

Os lampejos de qualidade dos mandantes vieram quase todos de seu melhor jogador no ano: Dudu. O camisa 7, porém, foi caçado em campo e recebeu oito faltas apenas na etapa inicial, contra 9 de toda a equipe visitante.

Com Dudu marcado e sem Moisés, contundido, Lucas Lima foi o responsável pela armação de jogadas do Palestra, e Felipão fez com o camisa 20 o que sempre defende quando se se trata de seu meia: deu liberdade ao jogador. Assim, Lucas fez o que gosta em campo, caiu pelo lado esquerdo para buscar a bola no campo defensivo e forçou as subidas de Diogo Barbosa ao ataque. E foi assim que o Palmeiras abriu o placar.

Já aos 40 minutos, Diogo Barbosa recebeu pelo lado esquerdo driblou o primeiro marcador e ajeitou o corpo para fazer o cruzamento rasteiro. A bola desviou em Willian e sobrou para Borja empurrar para as redes. Ainda houve certa apreensão no estádio em meio à comemoração, já que os tricolores pediram toque de mão de Bigode e o árbitro Braulio da Silva Machado chegou a consultar seus auxiliares, mas confirmou o Palestra na frente.

Antes do intervalo os torcedores alviverdes comemoraram outro gol, mas de forma equivocada. Nos acréscimos, Bruno Henrique cobrou falta com muita categoria, a bola passou perto do ângulo e tocou a rede pelo lado de fora. Vários palmeirenses vibraram, antes de notarem o tiro de meta para o Flu.

Segundo tempo segue amarrado, mas Felipe Melo faz golaço e Palmeiras garante a vitória

Na etapa final, Felipão sacou Willian, cansado pelo segundo jogo seguido como titular após retornar de lesão, e colocou Gustavo Scarpa em campo. O Fluminense, como esperado, teve uma postura mais ofensiva e tentou assustar com levantamentos na área, mas a zaga palestrina impediu qualquer finalização com perigo.

O Palmeiras, no entanto, permitiu que o Fluminense equilibrasse a posse de bola e só assustou apenas em jogadas esporádicas. Dudu, Scarpa e Lucas Lima quase marcaram antes de o Tricolor conseguir contra-ataques em vantagem numérica, que fizeram Felipão fechar sua equipe: Lucas Lima saiu para a entrada de Felipe Melo. Ou talvez o pentacampeão mundial estivesse mesmo esperando que o Pitbull acertasse um chutaço no ângulo e resolvesse a partida.

Com apenas dois minutos em campo, aos 37, Felipe Melo pegou sobra na entrada da área e bateu de primeira, sem deixar a bola pingar, para acertar o ângulo de Julio César e anotar um golaço. Na comemoração, o volante atravessou todo o gramado vibrando e fez sua imitação de um Pitbull em frente à torcida organizada do Palmeiras.

Ainda houve tempo para, aos 44 minutos, Scarpa cruzar bola na área e Luan, sozinho no segundo poste, cabecear para as redes. O zagueiro também celebrou de forma diferente: com a bola embaixo da camisa, em homenagem à esposa grávida.

E assim o torcedor palmeirense riscou mais uma partida de seu calendário rumo ao decacampeonato brasileiro, esbanjando confiança com gritos de: “Dá-lhe dá-lhe dá-lhe Porco, seremos campeões”.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 3 X 0 FLUMINENSE

Local: Estádio Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Data: 14 de novembro de 2018 (Quarta-feira)
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Braulio da Silva Machado (SC)
Assistentes: Kléber Lúcio Gil (Fifa-SC) e Helton Nunes (SC)
Público: 37.430 torcedores
Renda: R$ 2.480.931,96

Cartões amarelos: Thiago Santos, Lucas Lima, Gustavo Scarpa, Luan e Borja (PALMEIRAS); Paulo Ricardo, Digão, Richard e Kayke (FLUMINENSE)
Cartão vermelho: Jadson (dois amarelos) (FLUMINENSE)

GOLS
PALMEIRAS: Borja, aos 40 minutos do primeiro tempo; Felipe Melo, aos 37, e Luan, aos 44 da etapa final

PALMEIRAS: Weverton; Mayke, Luan, Gustavo Gómez e Diogo Barbosa; Thiago Santos, Bruno Henrique e Lucas Lima (Felipe Melo); Willian (Gustavo Scarpa), Dudu (Jean) e Borja
Técnico: Felipão

FLUMINENSE: Júlio César; Igor Julião, Gum, Digão e Ayrton Lucas; Richard, Jadson e Sornoza; Júnior Dutra (Kayke), Luciano (Marcos Júnior) e Cabezas (Everaldo)
Técnico: Marcelo Oliveira



segunda-feira, 12 de novembro de 2018

90 Minutos - Atlético-MG 1x1 Palmeiras




O Palmeiras empatou com o Atlético-MG em 1 a 1 no Independência e manteve a vantagem de cinco pontos na liderança do Brasileiro. Agora, restam apenas cinco rodadas para o fim do campeonato.

Elias abriu o placar, mas Bruno Henrique, de pênalti, definiu o empate, que levou o Verdão aos 67 pontos. Como o Internacional, vice-líder, também ficou no 1 a 1 com o Ceará, a distância não se alterou. O Flamengo, derrotado pelo Botafogo sábado, ficou sete pontos atrás.

O Atlético-MG, com o placar, foi para sua sexta rodada seguida sem vencer. No entanto, o Galo pelo menos quebrou uma série que vinha com três derrotas consecutivas. Com um ponto em quatro jogos sob o comando do técnico Levir Culpi, o time ainda se mantém dentro do G6, com 47 pontos, mas tem Atlético-PR, Cruzeiro e Santos na cola, todos com 46 pontos conquistados.

Victor evita o gol

O primeiro tempo no Independência não foi vistoso. O Atlético-MG teve mais a bola, só que esbarrou na organização alviverde. Tanto que a melhor oportunidade foi um chute de fora da área. O Palmeiras, enquanto isso, criou os lances mais claros: um com Guerra, livre na área, e outro com Deyverson, após escanteio. Nas duas jogadas, o goleiro Victor saiu bem e evitou o gol.

Elias coloca o Galo na frente

Ao resistir nos minutos iniciais do segundo tempo, o Atlético-MG melhorou colocando a bola no chão. Foi em um belo lance trabalhado, inclusive, que o time de Levir Culpi abriu o placar: calcanhar de Cazares, passe inteligente de Fábio Santos e finalização precisa de Elias. Era o melhor momento no jogo do time que acumulava cinco partidas sem vencer no Brasileirão.

Bruno Henrique empata

Se as trocas de Felipão pareciam não surtir efeito e sua equipe encontrava dificuldades para chegar na meta de Victor, um pênalti recolocou o Palmeiras no jogo. Na cobrança de falta de Gustavo Scarpa, Edu Dracena venceu Adílson na corrida e só foi parado pelo agarrão do volante. Bruno Henrique bateu bem e empatou o jogo no estádio Independência.

Verdão iguala marca de 1998

O resultado deu ao Verdão sua 18ª partida de invencibilidade no Brasileirão – são 13 vitórias e cinco empates desde derrota no dia 25 de julho, para o Fluminense, a última partida de Roger Machado pelo clube. O time igualou a marca sem perder atingida entre os Brasileiros de 1997 e 1998, também com Felipão como treinador do Palmeiras.

FICHA TÉCNICA

ATLÉTICO-MG 1 X 1 PALMEIRAS

Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG)
Data: 11/11/18 - 17h
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (Fifa-GO) 
Assistentes: Alessandro Álvaro Rocha de Matos (Fifa-BA) e Bruno Rapahel Pires (Fifa-GO) 
Público/renda: - pagantes / R$ -
Cartões amarelos: Felipe Melo (28'/1ºT), Edu Dracena (43'/2ºT) (Palmeiras) e Ricardo Oliveira (28'/1ºT), Iago Maidana (29'/2ºT), Adilson (30'/2ºT) (Atlético-MG)
Cartões vermelho: -
Gol: Elias (19'/2ºT) e Bruno Henrique (31'/2ºT)

ATLÉTICO-MG: Victor; Emerson, Leonardo Silva, Iago Maidana e Fábio Santos; Adilson e Elias; Luan, Cazares (Terans, aos 38'/2ºT), Yimmi Xará; Ricardo Oliveira (Alerrandro, aos 38'/2ºT). Técnico: Levir Culpi.

PALMEIRAS: Weverton; Jean, Antônio Carlos, Edu Dracena e Victor Luís; Felipe Melo, Bruno Henrique e Moisés (Thiago Santos, aos 13'/2ºT); Guerra (Lucas Lima, aos 26'/2ºT), Willian (Gustavo Scarpa, aos 20'/2ºT) e Deyverson. Técnico: Luiz Felipe Scolari.




segunda-feira, 5 de novembro de 2018

90 Minutos - Palmeiras 3x2 Santos




O Palmeiras é mais líder do que nunca. Neste sábado, o Verdão passou sufoco, mas venceu o Santos por 3 a 2 em clássico no Allianz Parque, e abriu sete pontos de vantagem sobre o segundo colocado Flamengo (que enfrenta o São Paulo, domingo, no Morumbi). São 17 partidas de invencibilidade da equipe de Luiz Felipe Scolari, que terá mais seis jogos para tentar confirmar o título.

A derrota faz o Santos desperdiçar a oportunidade de aparecer no G-6 do Brasileirão. O Peixe permanece em sétimo, com 46 pontos, mesmo número do Atlético-MG, sexto, derrotado em casa pelo Grêmio nesta rodada. O time dirigido por Cuca pode cair para oitavo caso o Atlético-PR (43 pontos) derrote o Internacional, em Porto Alegre.

O Palmeiras atropelou o Santos no primeiro tempo. Para quem esperava um Verdão cabisbaixo e desanimado pela eliminação na semifinal da Copa Libertadores, se surpreendeu e presenciou o poder de Luiz Felipe Scolari em transformar a frustração em ânimo.

Comandado por Dudu e com Thiago Santos fazendo uma partida inspirada, os donos da casa dominaram o clássico desde o início. E pelo lado direito, setor formado por duas incógnitas – Gustavo Scarpa, voltando a ser titular, e Jean, retornando após lesão e criticado pela torcida – o Maior Campeão do Brasil abriu o placar.

Aos 13 minutos, Weverton mostrou qualidade na saída de bola e abriu com Jean. O lateral avançou desde o campo de defesa e esperou o momento certo para fazer a enfiada para Borja, quando Gustavo Henrique desmontou a linha santista para sair na marcação. O colombiano girou e chutou forte, Vanderlei espalmou e Dudu empurrou para as redes.

Maior artilheiro do Allianz Parque (26), o Baixola se tornou com o tento sobre o rival o maior goleador do Palmeiras neste século, igualando Vagner Love (54). Para animar ainda mais os palestrinos, todas as vezes que Dudu marcou na casa alviverde, o Verdão nunca perdeu. E a profecia se manteve.

Desorganizado em campo, o Santos teve apenas Derlis González e Gabigol buscando o jogo, mas com ambos apagados em campo. A falta de inspiração alvinegra se refletiu nos números: ao final do primeiro tempo, os visitantes terminaram com 58% de posse de bola, mas apenas uma finalização, já aos 43 minutos, quando já perdiam por 2 a 0.

Quatro minutos antes, com 39 jogados, a bagunça praiana apareceu também no sistema defensivo. Dudu cobrou escanteio para a área e Dodô, de 1,77m, não conseguiu impedir o cabeceio de Edu Dracena, 10cm mais alto que o lateral. Resultado: o camisa 3 mandou para as redes e anotou seu primeiro gol em 107 jogos pelo clube.

Cuca arruma o Santos, Peixe empata, mas Verdão vence com falha de Vanderlei

O Santos não se encontrava em campo, mas Cuca precisou de apenas 15 minutos para arrumar sua equipe. O treinador voltou do intervalo com Bryan Ruíz e Copete nas vagas de Alison e Rodrygo, o suficiente para voltar a criar. Com apenas dois jogados, o Peixe criou mais do que nos 45 iniciais e quase descontou com Derlis González.

O jogo ficou aberto e o Palmeiras teve oportunidades de matar o clássico com Dudu, que levou azar na conclusão, e Gustavo Scarpa, que quase anotou um golaço no ângulo. Após as chances perdidas, porém, o Palestra foi punido.

Aos nove, Dodô levantou na área e, após desvio, Edu Dracena tentou um chutão, mas espanou. A bola sobrou para Copete, que estava em posição de impedimento, mas o desvio errado do palmeirense anulou a condição irregular do colombiano, que mandou no ângulo de Weverton.

Todo o nervosismo esperado pelos mandantes antes do jogo apareceu com o primeiro gol santista. O Peixe passou a dominar a partida e chegou ao empate aos 19 minutos. Copete cruzou, Edu Dracena foi mal de novo, desta vez em disputa com Derlis González, e a bola sobrou para Dodô, que chutou por baixo de Weverton na saída do goleiro.

O jogo era outro em relação ao primeiro tempo e o nervosismo era palpável nos mais de 38 mil presentes no Allianz Parque, incluindo os 11 vestindo verde no gramado. Sofrendo muito com os avanços de Copete e Dodô, Felipão deslocou Thiago Santos para a lateral direita, abriu Jean pelo mesmo lado do ataque, e sacou Lucas Lima para a entrada de Felipe Melo, deixando Gustavo Scarpa centralizado.

A alteração não foi positiva para o líder do Campeonato Brasileiro, que perdeu o controle do jogo, mas foi então que a sorte sorriu para o Alviverde. Aos 25 minutos, Victor Luis cobrou falta com força, a bola tocou nas costas de Derlis González e foi no canto. Apesar do desvio, Vanderlei chegou bem no chute defensável, mas falhou e permitiu o gol da vitória palmeirense.

Com o Palmeiras de novo na frente, Felipão teve a percepção de fazer uma nova mudança para acertar a equipe e tirou Jean para a entrada de Guerra. No Santos, Cuca também mexeu e colocou Bruno Henrique na vaga de Derlis González.

A situação do time praiano piorou na reta final com a expulsão de Diego Pituca, que levou o segundo cartão amarelo. Mesmo assim, o Peixe se lançou ao ataque para o tudo ou nada e chegou a pressionar pelo novo empate com bolas levantadas na área, mas terminou o clássico derrotado.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 3 x 2 SANTOS

Data: 03 de novembro de 2018, sábado
Local: Allianz Parque, em São Paulo-SP
Horário: 19 horas (de Brasília)
Árbitro: Braulio Machado
Assistentes: Kleber Lucio Gil (Fifa) e Neuza Ines Back (Fifa)
Público e renda: 38.938/R$ 2.723.126,86
Cartões amarelos: PALMEIRAS: Edu Dracena, Dudu Lucas Lima. SANTOS: Diego Pituca, Victor Ferraz, Luiz Felipe, Derlis González e Gabriel.
Cartão vermelho: Diego Pituca

GOLS:
Palmeiras: Dudu e Edu Dracena, aos 13 e 39 minutos do 1T; Victor Luis, aos 25 do 2T;
Santos: Copete e Dodô, aos 9 e 19 minutos do 2T.

PALMEIRAS: Weverton; Jean (Guerra), Antônio Carlos, Edu Dracena e Victor Luis; Thiago Santos, Bruno Henrique e Lucas Lima (Felipe Melo); Gustavo Scarpa, Dudu e Borja (Deyverson)
Técnico: Felipão

SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Dodô; Alison (Bryan Ruiz), Diego Pituca e Sánchez; Rodrygo (Copete), Derlis González (Bruno Henrique) e Gabriel
Técnico: Cuca



sábado, 3 de novembro de 2018

90 Minutos - Palmeiras 2x2 Boca Juniors




O Palmeiras chegou à sua primeira semifinal de Copa Libertadores desde 2001, mas parou por aí. Nesta quarta-feira, o Verdão precisava reverter derrota por 2 a 0 na Bombonera, saiu atrás no placar no Allianz Parque, virou, mas viu Benedetto definir o empate por 2 a 2, que classificou o Boca Juniors para enfrentar o River Plate na decisão do torneio sul-americano.

Desde o primeiro minuto, o árbitro Wilmar Roldán mostrou seu estilo de jogo ao deixar de apitar faltas pedidas pelas duas equipes. A impressão era de que o colombiano queria aparecer o menos possível na semifinal, mas já no primeiro tempo, sua participação foi inevitável.

Aos 10 minutos, Deyverson recebeu longo lançamento de Lucas Lima, dominou bem e esperou a passagem de Dudu pela direita. O camisa 7 recebeu na linha de fundo e cruzou rasteiro para Bruno Henrique mandar para as redes.

O gol no início parecia o roteiro perfeito para o Verdão e a festa foi tanta nas arquibancadas que parte dos torcedores nem perceberam a demora para o recomeço do jogo, enquanto Wilmar Roldán recebeia a informação do VAR de que Deyverson estava impedido no início da jogada. Resultado: tento anulado e placar inalterado no Allianz Parque. Mas por pouco tempo.

Depois do VAR, cochilo da zaga joga novo balde de água fria no Verdão

No ataque seguinte, os argentinos pediram nova intervenção do Vídeo, desta vez para marcar um gol, reclamando que Weverton teria defendido chute de Ábila dentro da meta – o que não ocorreu. Com 17 jogados, porém, o Boca chegou de novo ao ataque e, desta vez, abriu o marcador.

Lucas Lima perdeu bola no meio-campo e ficou reclamando de falta. Jara acionou Villa na direita e Gustavo Gómez foi para a marcação, cobrindo o avanço de Diogo Barbosa. Na zaga, Felipe Melo fez a função do paraguaio. Até aí, tudo perfeito, mas quando a bola foi cruzada na área, Luan cochilou, foi antecipado por Ábila e viu o argentino mandar para o gol.

Com a vantagem no marcador, o Boca ficou confortável em campo e administrou o jogo até o final da etapa inicial. O Alviverde, já sem o entusiasmo dos mais de 40 mil presentes, chegou a quase 60% de posse de bola, e teve duas oportunidades para empatar, mas Mayke pecou na finalização e Rossi impediu um gol contra xeneize.

Wilmar Roldán assinalou apenas três minutos de acréscimo, apesar das diversas paralisações, o que causou a maior manifestação da torcida desde a metade do primeiro tempo. O pensamento de atletas e torcedores já parecia mais no clássico de sábado, contra o Santos, pelo Campeonato Brasileiro, do que em marcar os quatro gols necessários para ir à final.

Mesmo assim, Felipão sacou Bruno Henrique e colocou Moisés em campo. A alteração, mantendo Felipe Melo e tirando o camisa 19 melhorou o rendimento do Verdão, mas viria a cobrar seu preço no futuro.

Palmeiras volta para o jogo, pressiona, mas sofre novo castigo

Aos dois minutos, Dudu cruzou e Lucas Lima bateu firme, mas Rossi defendeu. Aos sete, após falta cruzada pelo camisa 20, a zaga do Boca afastou, Deyverson desviou, Felipe Melo ajeitou para a área e Luan, sozinho na direita, encheu o pé para empatar pelo meio das pernas do goleiro argentino.

Mesmo o primeiro dos quatro gols que o Maior Campeão do Brasil precisava marcar não animou o time. A torcida comemorou de forma contida e os atletas apenas correram em direção ao meio-campo. Mas o clima mudou com 13 jogados, quando Dudu sofreu pênalti de Isquierdoz e Gustavo Gómez converteu.

O Allianz Parque voltou a explodir em festa e apoio. Até mesmo o amplificador de sons, iniciativa inédita que na primeira etapa captou gritos de “Vai, Mayke”, “Pra cima, Dudu”, entre outros, voltou a reproduzir as músicas cantadas pelos torcedores.

Em meio ao otimismo, Willian sentiu um problema muscular, fruto do desgaste, e precisou ser substituído por Borja, mas foi do outro lado que, mais uma vez, uma substituição mudou o jogo. Ábila saiu para a entrada de Benedetto, que marcou os dois gols argentinos na Bombonera e, mais uma vez, calou o Verdão.

Foram oito minutos em campo, aos 24, quando os donos da casa pressionavam pelo terceiro gol, que o centroavante foi decisivo. O Boca puxou contra-ataque e Felipe Melo, mantido por Felipão apesar do cartão amarelo, não pôde fazer a falta para evitar uma expulsão. Após troca de passes no ataque, em que Lucas Lima demorou na recomposição, Benedetto recebeu na entrada da área e acertou um chutaço parecido ao que definiu o placar na Bombonera e, nesta quarta, fechou o caixão no Allianz Parque.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 2 x 2 BOCA JUNIORS

Data: 31 de outubro de 2018, quarta-feira
Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Wilmar Roldan (Colômbia)
Assistentes: Alexander Guzman (Colômbia) e John Alexander Leon (Colômbia)
VAR: Julio Bascuñan (Chile)
Público: 40.299 pagantes
Renda: R$ 3.829.551,24
Cartões amarelos: Luan, Felipe Melo, Deyverson, Gomez (PAL); Ábila, Perez (BOC)
Gols:
PALMEIRAS: Luan, aos 7 minutos do 2º Tempo, Gomez, aos 15 minutos do 2º Tempo
BOCA JUNIORS: Ábila, aos 17 minutos do 1º Tempo, Benedetto, aos 24 minutos do 2º Tempo

PALMEIRAS: Weverton; Mayke, Luan, Gustavo Gomez e Diogo Barbosa; Felipe Melo (Gustavo Scarpa), Bruno Henrique e Lucas Lima (Moisés); Dudu, Willian (Borja) e Deyverson
Técnico: Felipão

BOCA JUNIORS: Rossi; Jara, Izquierdoz, Magallán e Olaza; Nandez, Barrios e Pablo Perez (Gago); Pavon (Zarate), Villa e Abila (Benedetto)
Técnico: Guillermo Schelotto



segunda-feira, 29 de outubro de 2018

90 Minutos - Flamengo 1x1 Palmeiras




O Palmeiras conseguiu defender sua vantagem na liderança do Campeonato Brasileiro na noite deste sábado. Desfalcado, o time alviverde saiu na frente com Dudu no Maracanã, mas o Flamengo conseguiu o empate por 1 a 1 graças a Marlos Moreno.

A sete rodadas do fim do torneio nacional, o Palmeiras contabiliza 63 pontos ganhos. O Flamengo, por sua vez, chega aos 59, um a mais do que o Internacional, que na noite de sexta-feira apenas empatou com o Vasco. O São Paulo, com 56 pontos, completa o grupo dos quatro primeiros.

Às 21h45 (de Brasília) desta quarta-feira, o Palmeiras entra em campo para enfrentar o Boca Juniors pela semifinal da Copa Libertadores, no Allianz Parque. Pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro, o time alviverde recebe o Santos às 19 horas de sábado. Já o Flamengo pega o São Paulo às 17 horas de domingo, no Morumbi.

O Jogo – No primeiro tempo do confronto disputado no Estádio do Maracanã, os goleiros César e Weverton não tiveram muito trabalho. O Flamengo procurou explorar o lado direito da defesa do Palmeiras, armada por Felipão com o zagueiro Luan improvisado na lateral.

Na melhor chegada flamenguista ao ataque durante o primeiro tempo, o insinuante Vitinho passou por Antônio Carlos na esquerda e cruzou em busca de Uribe. Edu Dracena desviou e Thiago Santos chegou antes de Willian Arão para afastar o perigo com um bico.

No final da etapa inicial, estendida por conta de um problema nos refletores, Guerra recebeu belo passe de Dudu e, na cara de César, chutou em cima do goleiro adversário. O árbitro Rafael Traci marcou impedimento do meia venezuelano de maneira equivocada.

O Palmeiras voltou atento para o segundo tempo e conseguiu inaugurar o marcador logo aos quatro minutos. Antônio Carlos percebeu e subida de Dudu e descolou um lançamento preciso. O camisa 7 dominou do lado esquerdo, limpou a marcação de Pará ao carregar para o meio e acertou o canto de César.

O Flamengo tratou de responder rápido no Maracanã e enfim deu trabalho a Weverton. Em uma falha do sistema defensivo palmeirense, Lucas Paquetá recebeu livre de Éverton Ribeiro dentro da área e finalizou para uma grande defesa do goleiro adversário.

O Flamengo aumentou a pressão e chegou a seu objetivo aos 35 minutos do segundo tempo. Marlos Moreno recebeu nas costas de Gustavo Gomez pela esquerda, passou facilmente por Antônio Carlos e fuzilou Weverton em seu primeiro gol desde 2016. Pouco depois, Moreno deixou Paquetá na cara do gol, mas viu o companheiro desperdiçar.

FICHA TÉCNICA

FLAMENGO 1 x 1 PALMEIRAS

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 27 de outubro de 2018 (sábado)
Horário: 19h (de Brasília)
Árbitro: Rafael Traci (PR)
Assistentes: Ivan Carlos Bohn (PR) e Rafael Trombeta (PR)
Cartões amarelos: Renê e Marlos Moreno (FLA); Thiago Santos, Weverton, Moisés e Victor Luis (PAL)
Gols:
FLAMENGO: Marlos Moreno, aos 35 minutos do 2º Tempo
PALMEIRAS: Dudu, aos 4 minutos do 2º Tempo

FLAMENGO: César; Pará, Léo Duarte, Réver e Renê; Cuellar, Willian Arão (Diego) e Lucas Paquetá; Everton Ribeiro, Vitinho (Moreno) e Fernando Uribe (Geuvânio)
Técnico: Dorival Júnior

PALMEIRAS: Weverton; Luan (Gomez), Antônio Carlos, Edu Dracena e Víctor Luis; Felipe Melo (Moisés), Thiago Santos e Guerra (Willian); Hyoran, Dudu e Miguel Borja
Técnico: Luiz Felipe Scolari



quinta-feira, 25 de outubro de 2018

90 Minutos - Boca Juniors 2x0 Palmeiras




O Boca Juniors está próximo da final da Copa Libertadores da América. Nesta quarta-feira, Palmeiras e os argentinos fizeram uma partida morna e ruim tecnicamente, mas com apenas 15 minutos finais para jogar, o centroavante Benedetto deixou o banco de reservas e marcou duas vezes para os xeneizes contra o Verdão, decretando a vitória na Bombonera.

O jogo de volta da semifinal é na próxima quarta-feira, dia 31, às 21h45 (de Brasília). O Palmeiras terá de vencer por três gols de diferença para se classificar (um 2 a 0 a favor leva a decisão para os pênaltis). Empate ou vitória alviverde por um gol classificam o Boca Juniors – para enfrentar Grêmio ou River Plate na finalíssima (o Grêmio venceu o jogo de ida, em Buenos Aires, por 1 a 0).

O primeiro tempo teve o nervosismo que se espera de uma partida semifinal de Copa Libertadores da América. Nada além disso. Palmeiras e Boca Juniors não jogaram o futebol que são capazes e os primeiros 45 minutos foram marcados por uma única chance real de gol, motivada por falha de Weverton.

Com 15 jogados, os argentinos levantaram bola na área, o goleiro palestrino tentou tirar de soco, mas não achou nada pelo alto. Isquierdoz cabeceou no canto e bola passou perto da meta alviverde.

Empurrado pela Bombonera lotada, o Boca tentou pressionar a equipe brasileira, mas se limitou a bolas levantadas na área e chutes de longa distância, sem perigo. A inédita dupla de zaga escalada por Felipão na Libertadores, formada por Luan e Gustavo Gómez, não brincou lá atrás e rebateu todas de primeira.

Antes do intervalo, o Verdão conseguiu equilibrar o jogo e teve 52% de posse de bola, mas também sem criar. Na etapa final, o Maior Campeão do Brasil finalizou duas bolas de longe, logo nos primeiros minutos, o que poderia indicar uma mudança de postura, mas os visitantes mantiveram o ritmo do duelo.

A melhor oportunidade do jogo até então, e lance mais bonito plasticamente aconteceu apenas aos 36 minutos do segundo tempo. Olaza cobrou falta na entrada da área com a canhota, a bola foi no ângulo, mas Weverton voou para fazer uma defesa espetacular.

Para impedir o gol, Weverton se chocou com a trave e ficou dois minutos caído recebendo atendimento médico. Quando o árbitro autorizou novamente, aos 38, Benedetto, que estava em campo há sete minutos, antecipou Moisés e cabeceou livre para as redes.

Mesmo com a desvantagem no placar, Felipão sacou Bruno Henrique e colocou Thiago Santos em campo. Aos 42, porém, Benedetto de novo, deixou o Boca Juniors muito perto da final da Copa Libertadores. O centroavante recebeu na entrada da área, deu drible desconcertante em Luan, de futebol de salão, e bateu muito forte no canto de Weverton.

FICHA TÉCNICA

BOCA JUNIORS 2 X 0 PALMEIRAS

Data: 24 de outubro de 2018, quarta-feira
Local: Estádio La Bombonera, em Buenos Aires-ARG
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Roberto Tobar
Assistentes: Christian Schiemann e Claudio Rios

Cartões amarelos: Olaza, Villa e Zárate (BOCA JUNIORS); Gustavo Gómez e Bruno Henrique (PALMEIRAS)

GOLS
BOCA JUNIORS: Benedetto, aos 38 e 42 minutos do segundo tempo

BOCA JUNIORS: Rossi; Jara, Izquierdoz, Magallan e Olaza; Barrios, Nandez e Perez; Pavon (Buffarini), Zarate (Villa) e Ábila (Benedetto)
Técnico: Guillermo Schelotto

PALMEIRAS: Weverton; Mayke, Luan, Gustavo Gómez e Diogo Barbosa; Felipe Melo, Bruno Henrique (Thiago Santos) e Moisés (Lucas Lima); Dudu, Willian e Borja (Deyverson)
Técnico: Felipão



segunda-feira, 22 de outubro de 2018

90 Minutos - Palmeiras 2x1 Ceará




O Palmeiras é mais líder do que nunca no Campeonato Brasileiro. Com dois gols de Bruno Henrique, que completou 30 anos neste domingo, o Verdão jogou com um a menos todo o segundo tempo, e conseguiu vencer o Ceará por 2 a 1 no Pacaembu. Agora, o Alviverde tem quatro pontos de vantagem sobre o Flamengo, vice-líder do Brasileirão.

Durante a semana, Dudu, que assistiu o primeiro tempo do banco de reservas já havia avisado: o Alviverde esperava mais dificuldade diante do Vozão do que contra São Paulo e Grêmio, seus jogos anteriores. E a preocupação palestrina se justificou desde os primeiros minutos.

O Ceará começou melhor o jogo e conseguiu assustar o goleiro Weverton com boas finalizações e levantamentos para a área. O domínio mandante só foi retomado quando a equipe ficou à frente no placar.

Aos 14 minutos, Hyoran cobrou escanteio, Willian desviou de cabeça e Edinho fez o corte com a mão. Depois de muita reclamação dos palmeirenses, o árbitro consultou o auxiliar de linha de fundo e marcou o pênalti. Na cobrança, o aniversariante Bruno Henrique bateu no meio do gol e abriu o marcador.

O placar aberto fez o jogo se desenhar como mostra a tabela de classificação do Brasileirão: um duelo do líder contra uma equipe que luta para fugir da zona de rebaixamento. E com 34 jogados, Bruno Henrique deu mais um presentão para a torcida ao receber na intermediária, adiantar a bola com a sola da chuteira e mandar uma bomba cruzada de perna direita para ampliar a vantagem alviverde.

Deyverson complica o Verdão

O jogo era mais do que tranquilo para o Palmeiras até os minutos finais do primeiro tempo, quando o destempero de Deyverson quase colocou tudo a perder. Após Felipe Melo sofrer falta não marcada pela arbitragem, o centroavante deixou o pé na barriga de Richardson e foi expulso pela terceira vez na temporada.

Ao deixar o campo, o camisa 16 pediu desculpas aos torcedores e foi aplaudido, diferente de Lisca. Reclamando muito com a arbitragem, o treinador do Ceará foi xingado pela torcida, se virou para as arquibancadas com as mãos na cintura e observou. Na sequência, o ‘Doido’ foi expulso, deixou o campo discutindo com os palmeirenses e fez gestos de “roubo” com as mãos.

Melhor para o Ceará, que perdeu seu comandante, mas atuou todo o segundo tempo com um jogador a mais. Mesmo com o cartão vermelho, Felipão optou por não mexer na sua equipe e quase foi premiado nos primeiros minutos da etapa final, mas o Verdão desperdiçou dois contra-ataques claros em superioridade numérica.

E pouco após o segundo contragolpe, o Ceará colocou ainda mais fogo no jogo. Leandro Carvalho recebeu pela direita, foi para cima da marcação e conseguiu cruzamento rasteiro para Arthur Cabral, que, sozinho, empurrou para o fundo das redes.

Felipão, que já havia trocado Mayke por Jean por conta de um problema físico do camisa 2, lançou Dudu em campo na vaga de Hyoran. O camisa 7 entrou bem no jogo e o Verdão conseguiu equilibrar as ações apesar dos 10 em campo, mas foi o Vozão quem seguiu melhor na partida.

Com Willian sozinho no comando de ataque, jogando bem, mas visivelmente cansado, o Palmeiras passou sufoco nos minutos finais. Cada bola tirada da defesa era uma vibração da torcida e dos atletas em campo, que mais pareciam palmeirenses desde criancinhas. E assim, o Verdão conseguiu segurar a vantagem no placar até o minuto final, para a alegria dos mais de 33 mil alviverdes no Pacaembu.

FICHA TÉCNICA 

PALMEIRAS 2 x 1 CEARÁ

Local: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 21 de outubro de 2018, domingo
Horário: 16 horas (Brasília)
Árbitro: Andre Luiz de Freitas Castro – GO
Assistentes: Alessandro Alvaro Rocha de Matos (GO) e Cristhian Passos Sorence
Público: 33.355 pagantes (36.323 total)
Renda: R$ 1.178.690,00

Cartões amarelos: Bruno Henrique, Lucas Lima, Mayke e Hyoran (PALMEIRAS); Samuel Xavier e Richardson (CEARÁ)
Cartão vermelho: Deyverson (PALMEIRAS)

GOLS:
PALMEIRAS: Bruno Henrique, aos 17 e 34 minutos do primeiro tempo
CEARÁ: Arthur, aos nove da etapa final

PALMEIRAS: Weverton; Jean (Mayke), Antônio Carlos, Edu Dracena e Victor Luis; Felipe Melo, Bruno Henrique (Moisés) e Lucas Lima; Willian, Hyoran (Dudu) e Deyverson
Técnico: Luiz Felipe Scolari

CEARÁ: Everson; Samuel Xavier, Luiz Otávio, Tiago Alves e Felipe Jonatan (Ricardinho); Edinho (Ricardo Bueno), Richardson, Calyson, Juninho Quixadá (Felipe Azevedo) e Leandro Carvalho; Arthur
Técnico: Lisca



segunda-feira, 15 de outubro de 2018

90 Minutos - Palmeiras 2x0 Grêmio




O Palmeiras defendeu a liderança do Campeonato Brasileiro com sucesso na tarde deste domingo. A nove rodadas do fim do torneio nacional, o time alviverde contou com gols do atacante Deyverson para ganhar do Grêmio por 2 a 0, no Estádio do Pacaembu.

Deyverson abriu o placar após cruzamento de Dudu no primeiro tempo e ampliou na etapa complementar ao levar a melhor sobre Bressan. Invicto há 14 jogos seguidos no Brasileiro, o Palmeiras chega aos 59 pontos, três a mais do que o Internacional. O Grêmio, com os mesmos 51 pontos, continua no quinto posto.

Pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Grêmio volta a campo para enfrentar o América-MG às 16 horas (de Brasília) do próximo sábado, no Estádio Independência. Já o líder Palmeiras encara o Ceará às 16 horas de domingo, novamente no Pacaembu.

O Jogo – Empurrado por sua torcida, o Palmeiras conseguiu inaugurar o marcador logo aos sete minutos da etapa inicial. Dudu recebeu pela direita e cruzou. Marcado por Marcelo Oliveira na primeira trave, Deyverson desviou e matou o goleiro Paulo Victor.

Após tomar um susto em falta perigosa de Diogo Barbosa, defendida por Paulo Victor, o Grêmio teve sua única chance durante o primeiro tempo. Cícero levantou na área e Pepê completou de cabeça. Fernando Prass apenas acompanhou a saída da bola pela linha de fundo.

O Grêmio melhorou e passou a trocar passes no ataque, mas quase tomou o segundo ainda no primeiro tempo. Após tabelar com Deyverson, Dudu rolou para Bruno Henrique. Com Paulo Victor batido, o volante completou e Cícero salvou na linha do gol.

No segundo tempo, com Marinho no lugar de Pepê, o Grêmio procurou aumentar seu volume de jogo em busca do empate. O Palmeiras soube como proteger o gol de Fernando Prass e continuou atacando, porém sem conseguir construir grandes chances no começo.

Com dificuldades para penetrar na defesa palmeirense, o Grêmio assustou em cobrança de falta pela esquerda efetuada por Luan, que viu a bola passar perto do travessão de Prass. Pouco depois, Dudu recebeu de Willian em contra-ataque e disparou para boa defesa de Paulo Victor.

O Palmeiras ampliou sua vantagem aos 33 minutos do segundo tempo. Em um lance de persistência, Deyverson aproveitou vacilo de Bressan após chutão de Luan e, de pé direito, finalizou diante de Paulo Victor. Nos minutos finais, a torcida alviverde gritou olé para festejar o líder do Campeonato Brasileiro.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 2 x 0 GRÊMIO

Data: 14 de outubro, domingo
Local: Estádio do Pacaembu
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa)
Assistentes: Guilherme Dias Camilo (Fifa) e Sidmar dos Santos Meurer
Cartões amarelos: Thiago Santos, Gustavo Gomez e Luan (PAL); Bressan e Marcelo Oliveira (GRE)
Público: 32.015 pagantes
Renda: R$ 1.254.125,00
Gols:
PALMEIRAS: Deyverson, aos 7 minutos do 1º Tempo e aos 33 minutos do 2º Tempo

PALMEIRAS: Fernando Prass; Mayke, Antônio Carlos, Luan, Gustavo Gomez e Diogo Barbosa; Thiago Santos (Jean), Bruno Henrique e Moisés; Dudu (Hyoran), Willian (Lucas Lima) e Deyverson
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Grêmio: Paulo Victor; Leonardo Gomes, Geromel, Bressan e Marcelo Oliveira; Cícero, Maicon, Alisson, Luan (Thaciano) e Pepê (Marinho); Jael (André)
Técnico: Renato Gaúcho



sábado, 6 de outubro de 2018

90 Minutos - São Paulo 0x2 Palmeiras




Foram 16 anos e meio sem vencer no Morumbi, com 15 derrotas e nove empates, até que o Palmeiras se libertasse do tabu a favor do São Paulo. E foi uma libertação saborosíssima: vitória por 2 a 0 que fez o time abrir vantagem na liderança do Brasileirão: 56 pontos, três a mais que o Internacional e quatro a mais que o rival tricolor. Gustavo Gómez e Deyverson fizeram os gols.

O Verdão agora joga contra o Grêmio, outro postulante ao título, no Pacaembu. O São Paulo vai a Porto Alegre enfrentar o Inter. Os dois jogos serão às 16h de domingo.

O que é isso, Sidão?

Eram nove minutos de jogo quando o torcedor são-paulino percebeu que a noite seria difícil. Sidão, que já não goza de grande prestígio com a arquibancada, se enrolou em uma reposição e ofereceu a bola para Deyverson, que o atrapalhava. Na sequência, defendeu com a mão fora da área. O árbitro não enxergou falta de nenhum dos dois, mas o Morumbi congelou por alguns segundos.

Avalanche verde

Com marcação implacável, o Verdão não deixava o São Paulo fazer nada e esperava ter sucesso em uma casquinha de Deyverson, uma bola parada ou um contra-ataque. E foi justamente na bola parada que o placar foi inaugurado aos 33 minutos: Dudu cobrou escanteio e Gustavo Gómez, destaque deste Palmeiras “versão Brasileirão” montado por Scolari, subiu sozinho para marcar.

Quatro minutos depois, foi o contra-ataque que desmontou o São Paulo. Mayke, que entrou no lugar do machucado Marcos Rocha, conduziu a bola sem ser incomodado e serviu Dudu. O chute bateu na trave, mas a defesa tricolor seguiu desmantelada e Mayke, novamente, cruzou para Deyverson ampliar.

Tricolor infértil

Recuperado da fibrose que o deixou fora das duas partidas anteriores, Everton só saiu do banco no intervalo. Gonzalo Carneiro foi a outra cartada de Aguirre. Saíram Rodrigo Caio e, surpreendentemente, Nenê. Diego Souza também saiu, já perto do fim, para a entrada de Tréllez.

O São Paulo até esboçou incomodar o Palmeiras na base da correria, mas ficou mais perto de tomar o terceiro do que de fazer o primeiro. Willian, que saiu do banco, exigiu uma boa defesa de Sidão. Festa verde.

FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO 0 X 2 PALMEIRAS

Local: Morumbi, em São Paulo 9SP)
Data/Horário: 6/10/2018, às 18h
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Assistentes: Kleber Lucio Gil (SC) e Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (RJ)
Público e renda: 56.694 pagantes / Renda: R$ 2.959.044,00
Gols: Gustavo Gómez (331/1ºT) e Deyverson (37'/1ºT)
Cartões amarelos: Rodrigo Caio (16'/1ºT), Rojas (41'/1ºT) (São Paulo) e Victor Luis (18'/1ºT), Felipe Melo (25'/1ºT), Dudu (3'/2ºT) (Palmeiras)

SÃO PAULO: Sidão; Bruno Alves, Rodrigo Caio ( Everton, no intervalo), Anderson Martins, Bruno Peres; Jucilei, Hudson; Nenê (Carneiro, no intervalo), Reinaldo, Rojas e Diego Souza (Tréllez, aos 37'/2ºT). Técnico: Diego Aguirre.

PALMEIRAS: Weverton; Marcos Rocha (Mayke, aos 29'/1ºT), Luan, Gustavo Gómez, Victor Luis; Felipe Melo, Moisés, Lucas Lima (Bruno Henrique, aos 35'/2ºT); Hyoran (Willian, aos 24'/2ºT), Dudu e Deyverson. Técnico: Luiz Felipe Scolari.



quinta-feira, 4 de outubro de 2018

90 Minutos - Palmeiras 2x0 Colo Colo




O Palmeiras está na semifinal da Copa Libertadores da América após 17 anos. Nesta quarta-feira, com um show de Dudu, que anotou um golaço e ainda sofreu pênalti para Borja fechar o marcador, o Verdão repetiu o placar de Santiago e venceu novamente o Colo-Colo por 2 a 0, desta vez no Allianz Parque. Agora, o Maior Campeão do Brasil aguarda quem irá avançar no confronto entre Cruzeiro e Boca Juniors para sua primeira disputa de semifinal do torneio sul-americano desde 2001.

O Palmeiras mostrou que conseguiria a classificação desde o primeiro minuto. Não com um futebol de encher os olhos, mas com uma tranquilidade para acalmar os corações. Tendo a vantagem conquistada em Santiago nas mãos, o Verdão não se expôs e aceitou o ritmo lento a partida no início do confronto.

Quando o Colo-Colo tentava deixar o campo defensivo, o Alviverde até subia a marcação com Dudu, Willian e Borja, mas sem pressionar o atleta que tinha a bola. Os visitantes, por sua vez, mantiveram a aposta no sistema com três zagueiros e viram os dois homens de meio-campo serem facilmente engolidos pelo trio central do Palestra.

Trio este que teve posicionamento inédito nesta quarta. Ao contrário do habitual 4-2-3-1, o Maior Campeão do Brasil jogou no 4-4-2 com um losango no meio-campo. Thiago Santos foi o primeiro homem à frente da zaga, Moisés esteve ao lado de Bruno Henrique e Dudu atuou como enganche. O 7 do Palmeiras esteve melhor que o 10 cacique na armação.

Valdívia, que em Santiago teve boa atuação, mas não conseguiu ser decisivo, jogou os primeiros 45 minutos ao lado de Lucas Barrios, quase como atacante. A intenção de tornar o Mago mais efetivo na verdade deixou a equipe chilena ainda menos criativa. E o Palmeiras aceitou o jogo morno, com exceção de Eduardo Pereira Rodrigues.

Dudu desperta o Palmeiras e brilha

Como em um despertar pessoal e da equipe, Dudu dominou rebatida adversária e avançou do círculo central até a intermediária, onde pedalou e disparou uma bomba de canhota no ângulo para abrir o placar aos 36 minutos do primeiro tempo. A classificação palestrina ficou ainda mais evidente, mas o jogo ganhou em emoção.

Minutos depois, o Colo-Colo só não empatou por milagre de Weverton, que defendeu chute de Insaurralde à queima-roupa dentro da área. Na volta do intervalo, Héctor Tapia já havia trocado Barroso e Baeza por Felipe Campo e Morales. A entrada de um lateral-direito e um atacante fez os chilenos retomarem uma linha de quatro homens na defesa e Valdívia voltou ao meio-campo.

Mas foi o ‘falso’ armador palmeirense quem seguiu brilhando. Aos seis minutos, Dudu recebeu na esquerda, pedalou para cima da marcação, conseguiu o drible em direção à linha de fundo e foi puxado por Opazo dentro da área. A arbitragem marcou o pênalti e, na cobrança, Borja bateu firme, no alto, para fazer o segundo do Palmeiras. O tento fez o colombiano igualar Morelo na artilharia da Libertadores: são nove bolas nas redes em dez partidas.

O Verdão voltou a assustar aos 24 minutos, quando Bruno Henrique acertou cobrança por cima da barreira, mas a bola explodiu no travessão. Na reta final de partida, Felipão sacou Dudu, Borja e Willian para as entradas de Hyoran, Deyverson e Jean, respectivamente.

O trio ‘reserva’ ainda deu trabalho para o goleiro Orion, mas o placar permaneceu com a segunda vitória palmeirense para cima do Colo-Colo por 2 a 0. Agora, o Palestra aguarda quem avança entre Cruzeiro e Boca Juniors para saber seu primeiro adversário de semifinal de Libertadores desde 2001.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 2 x 0 COLO-COLO

Data: 3 de outubro de 2018, quarta-feira
Local: Allianz Parque, em São Paulo-SP
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Wilmar Roldan (COL)
Assistentes: Cristian de la Cruz (COL) e Alexander Guzman (COL)
Cartões amarelos: Zaldivia (CLC)
Público: 37.950 pagantes
Renda: R$ 3.724.211,46
Gols:
PALMEIRAS: Dudu, aos 36 minutos do 1º Tempo, e Borja, aos 7 minutos do 2º Tempo

PALMEIRAS: Weverton; Mayke, Antônio Carlos, Edu Dracena e Victor Luis; Thiago Santos, Bruno Henrique e Moisés; Willian (Jean), Dudu (Hyoran) e Borja (Deyverson)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

COLO-COLO: Orion; Zaldívia, Barroso (Morales) e Insaulrrade; Opazo, Carmona (Pinares), Baeza (Campos), Suazo, Valdívia; Barrios e Pavez
Técnico: Hector Tapia