O atacante Lucas Barrios vive situação incerta no Palmeiras. Vetado do jogo contra o Cruzeiro, neste sábado, às 19h (horário de Brasília), no Mineirão, por opção do técnico Cuca, o atleta ficou para trás na forte concorrência do setor ofensivo e pode deixar o clube antes do final da temporada.
O atual esquema tático utilizado pelo Verdão, que vem dando certo e levou a equipe à liderança do Campeonato Brasileiro, não utiliza centroavantes. É focado na velocidade e na movimentação dos jogadores, sem uma referência fixa na área – estilo que não favorece Barrios. São 21 gols marcados em 10 partidas: o melhor ataque da competição nacional.
Quem passa por situação semelhante é Cristaldo. Acostumado a jogar mais avançado, o argentino também perdeu espaço na equipe e chegou a conversar com Cuca sobre possível saída. Hoje, é a primeira opção entre os centroavantes, com a perda de espaço de Barrios e a suspensão de Alecsandro por doping.
– Ele tem de se recondicionar e encontrar a melhor condição para lutar por uma vaga. Futebol é dinâmico, as coisas andam. Um que perde espaço é outro que ganha. Ele tem de recuperar o espaço que perdeu – disse Cuca, na última sexta.
O paraguaio disputou apenas uma das 10 partidas neste Campeonato Brasileiro: a vitória por 4 a 0 sobre o Atlético-PR, na estreia da competição nacional. Teve um problema na panturrilha que o tirou das partidas seguintes, mas vem treinando normalmente há pelo menos duas semanas e segue sem ser relacionado.
Com a vinda de Leandro Pereira, que chega do Brugge por empréstimo para a sequência do Campeonato Brasileiro, as chances de Barrios deixar o Palmeiras aumentam. O atacante de 31 anos tem passagens por diversos clubes europeus e, com a abertura das janelas de transferência, as portas se abrem para um retorno ao continente.
O contrato de Barrios com o Verdão vai até julho de 2018. O salário dele, pago pela patrocinadora do clube, é o mais alto do elenco atualmente: como ganha em dólares, e a moeda está valendo aproximadamente R$ 3,38, os vencimentos do paraguaio beiram R$ 1 milhão – entre salário, luvas e transferência.
Por GE


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